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Professora do Missouri que morreu de COVID-19 lembrada por sua irmã: NPR


Lulu García-Navarro da NPR fala com Jennifer Heissenbuttal sobre sua irmã AshLee DeMarinis, uma professora que morreu de COVID-19.



LULU GARCIA-NAVARRO, HOST:

Pelo menos seis professores morreram de COVID-19 desde o início do semestre de outono. AshLee DeMarinis foi um deles. Ela era professora de educação especial na John Evans High School em Potosi, Missouri, e tinha 34 anos. Sua irmã Jennifer Heissenbuttel se juntou a nós de Deer Park, NY no início da semana.

Muito obrigado por estar conosco.

JENNIFER HEISSENBUTTEL: Oi.

GARCÍA-NAVARRO: Lamento muito sua perda. Como está sua família?

HEISSENBUTTEL: É difícil, especialmente hoje. Hoje é seu aniversário. Normalmente já teríamos ligado para ela, teríamos lhe desejado feliz aniversário, teríamos cantado feliz aniversário pelo telefone. E é diferente sabe

GARCIA-NAVARRO: Você pode nos contar um pouco sobre sua irmã? Eu acho que ele era apaixonado por educação especial.

HEISSENBUTTEL: Ela era uma ótima professora. Ele ensinou educação especial em sua escola. Ela ensinou às crianças habilidades para a vida, coisas que aprenderiam, coisas que precisariam fazer nas atividades diárias, até aprender a preencher um cheque.

GARCÍA-NAVARRO: De onde veio essa paixão?

HEISSENBUTTEL: Quando eu era mais jovem, tive uma forma leve de dislexia. E ele teve muitos professores que lhe deram muito apoio. E isso apenas deixou um impacto sobre ela e a influenciou, inspirou-a a ser quem ela era.

GARCÍA-NAVARRO: Ela falou para você dos alunos dela, o que significava para ela fazer parte da vida deles?

HEISSENBUTTEL: Muitos desses alunos não tinham apoio em casa e o admiravam. Ela era um modelo para eles, alguém com quem podiam conversar. Eles confiaram nela.

GARCÍA-NAVARRO: E AshLee também ajudava os jovens da igreja.

HEISSENBUTTEL: Sim, eu estava muito envolvido com a igreja. Ela ajudou a reformular o programa para jovens. Na verdade, não havia muito programa para jovens quando ela começou. E eles disseram que agora muitos filhos vieram, mais do que antes. Ela era muito religiosa e isso era algo pelo qual ela era muito apaixonada.

GARCÍA-NAVARRO: AshLee voltou para a escola? Quero dizer, ele já tinha voltado para a aula?

HEISSENBUTTEL: Ele voltou para começar a preparar sua sala de aula e para as reuniões. E é isso, mas os alunos ainda não voltaram.

GARCÍA-NAVARRO: Sabe, há um grande debate, obviamente, sobre o que deve acontecer com as escolas. E eu me pergunto como foi se preparar para um novo ano em meio a uma pandemia.

HEISSENBUTTEL: Eu estava nervoso por voltar. Você sabe, tenho certeza que muitos professores sentiram o mesmo. Você sabe, é o desconhecido. Você não sabe o que esperar. Em sua área, os números não eram tão altos quanto em outros lugares. Então, as pessoas pensaram que cidades menores eram mais seguras porque os números simplesmente não existiam. Mas eles são.

GARCIA-NAVARRO: Você é enfermeira e tem ajudado pacientes do COVID na UTI. Então você sabia o que sua irmã estava enfrentando quando adoeceu.

HEISSENBUTTEL: Certo.

GARCÍA-NAVARRO: Como você respondeu à notícia?

HEISSENBUTTEL: Foi difícil. Você sabe, eu podia ver o pior do pior nesses pacientes. E ela esperava que não ficasse muito ruim para ela.

GARCIA-NAVARRO: Você teve que ver AshLee enquanto ela ainda estava no hospital.

HEISSENBUTTEL: Eles foram gentis o suficiente para me deixar entrar para vê-la, e eu estava grato por poder passar todo aquele tempo com ela e não ficar sozinho.

GARCÍA-NAVARRO: Como foi para você estar do outro lado da cama?

HEISSENBUTTEL: É difícil estar do outro lado. Estou tão acostumada com a enfermeira estar no controle de tudo, pode trocar o pinga, a sucção, fazer tudo. E, você sabe, você só tem que dar um passo atrás porque não é o seu hospital. É diferente estar do outro lado.

GARCÍA-NAVARRO: Você pode me contar sobre seus últimos momentos com ela?

HEISSENBUTTEL: Eu apenas sentei com ela. Eu falei para ela que nossa família a amava, que eu faria tudo para dar um jeito, sabe?

GARCÍA-NAVARRO: Sim. Lamento muito. Você disse que AshLee tinha uma maneira de tornar tudo bonito. Que significa isso?

HEISSENBUTTEL: Ele fez coisas sem falhar. Tipo, ela não queria reconhecimento por isso. Ele iria fazer algo por seus alunos ou um membro da família. E a única satisfação de que precisava era o sorriso em seu rosto.

GARCÍA-NAVARRO: Como você quer que as pessoas se lembrem da sua irmã?

HEISSENBUTTEL: Que eu estava feliz. A maioria das pessoas lembra do seu sorriso. Ele tinha um sorriso no rosto o tempo todo.

GARCIA-NAVARRO: Essa é Jennifer Heissenbuttel, cuja irmã AshLee DeMarinis era uma professora que morreu de COVID-19. Muito obrigado.

HEISSENBUTTEL: Obrigado.

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Este artigo foi escrito em Português do Brasil, baseado em uma matéria de outro idioma. Clique aqui para ver a matéria original. Se desejar a remoção desta publicação, entre em contato no email cc@reducaodepeso.com.br.

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