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Na Coreia do Sul, a Covid-19 apresenta outro risco: valentões online


Algumas pessoas, como a Sra. Kim, pagaram um preço. Perseguidores online a rotularam de “puma”, sugerindo que ela estava usando sexo para fazer proselitismo com um homem mais jovem. Outros disseram que, se ela engravidasse, o bebê teria que passar por um teste de paternidade. Autoridades da cidade de Busan desmascararam os rumores, mas eles continuaram a se espalhar online.

Depois de registrada, ela registrou queixas em um grande portal da web para remover conteúdo falso. Mas depois de tentar assediar dezenas de blogs, ele desistiu. “Eram muitos”, disse ele.

A luta global contra a pandemia aumentou as preocupações com a privacidade em todos os países. Os governos, incluindo os da Itália, Israel e Cingapura, têm usado dados de telefones celulares para rastrear pessoas potencialmente infectadas e seus contatos. A China usa aplicativos para celulares com poucas informações sobre como rastreia pessoas. A Venezuela pediu aos vizinhos que se rendam uns aos outros.

A Coreia do Sul, um país intensamente conectado onde quase todo mundo carrega um smartphone, levou esses esforços um passo adiante. Além de tornar alguns dados pessoais públicos, as autoridades às vezes os usam para enviar mensagens de texto a pessoas cujo histórico de dados móveis indica que estavam perto de uma pessoa infectada. Além da China, a Coreia do Sul é praticamente o único país do mundo cujo governo tem o poder de coletar esses dados à vontade durante uma epidemia, de acordo com o professor Park.

Nos desesperados primeiros meses da pandemia, os sites do governo publicaram um esboço detalhado da vida diária de cada paciente até que fossem diagnosticados e isolados. O governo não divulgou os nomes dos pacientes, mas às vezes divulgou informações reveladoras, como seus endereços e empregadores.

Essa enxurrada de dados alimentou uma cultura crescente de bullying online. Na Coreia do Sul, doxxing (desenterrar e postar informações pessoais maliciosas) já era um problema crescente, frequentemente citado em os recentes suicídios de estrelas do K-pop.

Os restaurantes visitados por pacientes às vezes eram tratados como se estivessem amaldiçoados. Citando as visitas frequentes de um paciente a salas de karaokê, os trolls online alegaram que ela deve ser uma prostituta. Os gays sul-coreanos começaram a temer ser denunciados, o que levou o governo a prometer-lhes anonimato nos testes, depois que um surto eclodiu em um clube gay em Seul, em maio.



Este artigo foi escrito em Português do Brasil, baseado em uma matéria de outro idioma. Clique aqui para ver a matéria original. Se desejar a remoção desta publicação, entre em contato no email cc@reducaodepeso.com.br.

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