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Como diferentes personalidades lidaram com a pandemia: NPR


Quase seis meses após o fim da pandemia, introvertidos e extrovertidos compartilham o que aprenderam sobre si mesmos e seus hábitos de socialização.



LULU GARCIA-NAVARRO, HOST:

É difícil de acreditar, mas estamos presos há meio ano. As pessoas tiveram que ajustar sua maneira de viver completamente: trabalhar em casa, sair com máscaras, socializar fora em vez de em casa. E toda essa mudança faz com que algumas pessoas investiguem partes de sua personalidade que nem sabiam que existiam. Veja o caso de John Vezina, de Seattle, que se identifica como extrovertido.

JOHN VEZINA: Eu realmente vi 16 de março como uma linha divisória para mim, vi alguém próximo a mim. Eu estava conversando com as pessoas. E no dia seguinte, tudo parou.

GARCÍA-NAVARRO: Para ele, a própria ideia de ficar sem as interações do dia-a-dia, como conversar com estranhos na viagem ou sair com os vizinhos depois do trabalho, era avassaladora.

VEZINA: Quando percebi como me sentia isolada, sentei-me e enviei cartões manuscritos que enviei para cerca de 80 familiares e amigos.

GARCÍA-NAVARRO: Vezina disse a eles que se importava com eles, que fazia diferença nesse momento assustador saber que eles estavam em algum lugar.

VEZINA: O que aconteceu, que eu não havia previsto, foi, claro, que muitas daquelas pessoas responderam a mim, me dizendo por que eu era importante para elas.

GARCÍA-NAVARRO: Mas com o passar das semanas ele percebeu que algo estava mudando. Ele fez uma rotina. Ele começou a ler mais, a andar, a fazer exercícios. E agora ele se sente, bem, feliz.

VEZINA: Eu sou uma pessoa que não sabia que existia em março. E eu realmente gosto de ficar sozinho.

GARCÍA-NAVARRO: E ele não é o único. Kay Clark, de Ventura, Califórnia, também costumava ter uma vida social animada.

KAY CLARK: Então, antes da pandemia, eu definitivamente me consideraria um extrovertido. Meu marido e eu saíamos nos fins de semana, encontrando amigos, saindo para jantar, indo ao cinema.

GARCÍA-NAVARRO: Mas então o medo da transmissão do COVID-19 cortou tudo isso. E para sua própria surpresa, ele se viu gostando daquele tempo em casa.

CLARK: Eu tive duas fases de cozimento. Quer dizer, é há quanto tempo estamos fechados, quando comecei a fazer pão. E eu me cansei disso, e então voltei ao pão.

GARCIA-NAVARRO: A professora de inglês do ensino médio criou uma estrutura que a fazia se sentir bem trabalhando em casa. Na verdade, ele diz, agora ele tem mais tempo sozinho com seus alunos. Então, quando você recentemente saiu para um passeio remoto com um amigo, não parecia da mesma maneira que você costumava se sentir em relação à socialização.

CLARK: Eu senti que, ah, isso está atrapalhando minha rotina normal. Então ele é muito mesquinho. Então fico um pouco preocupado quando tudo se abre novamente, porque estou no meu mundinho há muito tempo. Como será a socialização de novo?

GARCIA-NAVARRO: Enquanto isso, Hudson Pitts, do Brooklyn, NY, se considera um introvertido. Então, quando o confinamento começou …

HUDSON PITTS: Achei que seria bom para a primeira parte.

GARCIA-NAVARRO: … Ele trabalhava de casa, administrava sua agenda, gostava de ficar sozinho. Mas cerca de quatro semanas depois, ela percebeu que sentia falta de sair com as pessoas.

PITTS: E agora muito mais, tipo, sempre que tenho uma conexão pessoal limitada com alguém, é algo que eu realmente tento saborear a cada minuto.

GARCÍA-NAVARRO: E assim que acabar o confinamento …

PITTS: Acho definitivamente, primeiro, com certeza farei um esforço muito mais concentrado para socializar mais. Você sabe, eu não vou tirar essas noites de folga ou os fins de semana só porque.

GARCÍA-NAVARRO: E então alguns aprenderam a não se desculpar por sua natureza. Christine Koegler é uma dona de casa em Maryland. Com o marido cada vez mais ocupado no trabalho, ela se viu muito sozinha com seu filho de 3 anos.

CHRISTINE KOEGLER: Percebi que estava lutando por causa de minha natureza introvertida.

GARCÍA-NAVARRO: Fiquei completamente exausto nos primeiros meses.

KOEGLER: Então, eu tive que mudar todo o meu foco do nosso dia e nossa programação e não me sentir culpado por fazer coisas como passar algum tempo tranquilo à tarde.

GARCÍA-NAVARRO: E agora ela está em paz por ser uma mãe introvertida e dona de casa.

KOEGLER: Só de passar por isso realmente me ensinou que não há problema em priorizar esse tempo sozinho.

GARCÍA-NAVARRO: Essa foi Christine Koegler. Também ouvimos de Hudson Pitts, Kay Clark e John Vezina.

(SOM SÍNCRONO DA MÚSICA)

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Este artigo foi escrito em Português do Brasil, baseado em uma matéria de outro idioma. Clique aqui para ver a matéria original. Se desejar a remoção desta publicação, entre em contato no email cc@reducaodepeso.com.br.

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